Monthly Archives: Agosto 2009

Bolachas de aveia

P1010248

Nunca tinha feito bolachas… e era uma coisa que andava cheia de vontade de experimentar. As bolachas de aveia pareceram-me ser uma boa opção, pois não são muito complicadas e são um clássico de que toda a gente gosta. Tomada esta decisão, foi só escolher uma receita.

Inspirei-me nesta, do Blog da Pantagruela que me atraiu pelo facto de a aveia ser caramelizada antes de formar as bolachas. Como sempre, inventei um bocadinho. Foi, então assim que as fiz:

75 g manteiga

125 g flocos de aveia

50g de açúcar mascavado escuro

25 g de açúcar

1 ovo

1 colher de chá de canela

50 g de farina

1 colher de chá de fermento

O que mudei: substituí a maior parte do açúcar por açúcar mascavado, e troquei raspa de limão por canela.

Derreti a manteiga numa frigideira em lume muito brando e deixei caramelizar o açúcar (pus a totalidade dos 2 açúcares) e os flocos de aveia, mexendo sempre. A mistura fica com um aroma delicioso, que nos indica que já tostou o suficiente.

Misturam-se os restantes ingredientes com a colher de pau e incorpora-se a aveia caramelizada. Mexe-se bem. Adorei a textura da massa, que nem sequer se cola nas mãos. É muito fácil de moldar. Retirei porções de massa com uma colher de sopa, rolei-as e espalmei (em forma de bolacha). Dispus a bolachas sobre um tabuleiro antiaderente polvilhado com pão ralado. Rendeu 10 bolachas (+ 1 menor).

Foi ao forno a 180º cerca de 15 min.

Nem vos digo o quanto cheiram bem – ainda não provei, que estão quentes.

Pão de ló com creme inglês e farófias

P1010243

Estive esta semana em Felgueiras, terra do pão de ló de Margaride, de onde trouxe um pão de ló… A verdade é que, em minha casa, o pão de ló sempre foi visto mais como um ingrediente da sobremesa que se segue, do que como um bolo de direito próprio… E foi exactamente esse o destino deste exemplar.

Bater 3 claras em castelo firme e juntar 75g de açúcar.

Põe-se a ferver  1l de leite com baunilha e deitam-se colheradas de claras que se deixam cozer. Vão-se virando com uma espumadeira  e quando estão firmes tiram-se para uma rede e deixam-se escorrer.

Com o leite que sobrou faz-se o creme inglês

½  litro de leite;  3 gemas, 75g de açúcar e aroma de baunilha.

Pôr as gemas numa tigela, bater bem com a vara de arames e, ao mesmo tempo, juntar o açúcar em chuva e uma colher de café de Maizena. Ferver o leite com a baunilha e deitar, a pouco e pouco,  o leite a ferver sobre a mistura ovos-açúcar, mexendo sempre muito bem. Quando metade do leite estiver incorporada pode juntar-se o restante mais rapidamente.

Deitar tudo de novo no tacho e levar a lume médio, mexendo com uma colher de pau, até a espuma desaparecer ( NÃO DEIXAR FERVER) – como sobrou bastante leite, tive necessidade de engossar um pouco mais com uma colher de sobremesa de farinha, mas não muito. Não se pretende um creme muito espesso.

Montagem:

Cortam-se fatias de pão de ló (cerca de meio quilo). Coloca-se uma camada de pão de ló numa taça. Embebe-se com um pouco de uma mistura em partes iguais de vinho do porto e água. Cobre-se com uma camada de creme inglês. Repete-se o processo até acabar o pão de ló e o creme. Por fim, cobre-se com as farófias. Deixa-se arrefecer e leva-se ao frigorífico.

Bolo de canela

P1010239P1010237

E assim estreei as minhas formas redondas iguais 🙂

Amanhã vou ter a visita dos meus pais e do meu irmão, e resolvi preparar uma coisinha doce para os receber. Este bolo foi adaptado do Bolo de Canela com Creme de Baunilha do n.º 1213 da Revista Segredos de Cozinha, que o meu querido me tinha oferecido (sem segundas intenções, aposto, logo ele que nem gosta nada de canela, a trazer um número dedicado às delicias de canela…).Não fiz o creme de baunilha, que substituí (no recheio e na cobertura) por leite condensado cozido. Fiz uma receita e meia, alterando algumas proporções mais ao nosso gosto: menos manteiga, mais canela… O resultado foi este:

9 ovos

350 g de açúcar

200 g de manteiga

375 g de farinha com fermento

3 c. sobremesa de canela em pó

1 lata de leite condensado cozido

Untar a forma redonda com manteiga e papel vegetal que também deve ser untado com manteiga – não subestimar este passo! Fiz exactamente isto na primeira forma, mas o bolo saíu tão bem que, para a segunda, só untei e enfarinhei, sem papel vegetal… foi má ideia!

Ligar o forno a 180ºC

Bater as gemas com o açúcar. Juntar a manteiga e continuar a bater. Bater as claras em castelo e incorporá-las no preparado anterior, alternando com a mistura seca (farinha, fermento e canela).

Levar ao forno cerca de 40 min (no meu forno demorou menos).

Aparei ligeiramente os bolos e recheei com leite condensado cozido. Sobrepus o segundo bolo e cobri com leite condensado cozido. Por fim, polvilhei com canela.

Lombos de pescada de coentrada

P1010223P1010225

Esta é uma receita que faço muitas vezes. A receita original é do livro «As receitas do sítio docostume», que o Pingo Doce editou com as receitas que publicava semanalmente. (Tenho imensa pena que esta ideia não se repita… Há imensos supermercados a publicar receitas todas as semanas, mas as fichinhas soltas não dão jeito nenhum e acabam por se perder. Os livrinhos são muito mais práticos…) Acabei por adaptar a receita, de tanto a usar: a versão que se segue, é a minha adaptação.

1 embalagem de lombos de pescada (usei uma de 400g)

1/2 limã0

2 dentes de alho

1 molho de coentros frescos (usei a maior parte de um saquinho de 40g)

azeite

1 colher de sopa de farinha

meio copo de vinho branco

Temperam-se os lombos de pescada com o sumo de meio limão e sal.

No copo misturador, trituram-se os dois dentes de alho e a maior parte dos coentros (deixam-se algumas folhas de parte para decorar), com um fio de azeite e metade do vinho branco. (A receita original usava menos vinho e não o juntava neste passo, mas verifiquei que a mistura ficava bastante espessa e difícil de retirar do copo).

Leva-se ao lume a mistura anterior e deixa-se alourar um pouco. Junta-se então o restante vinho, um pouco de água, sal e pimenta a gosto e engrossa-se o molho com a farinha, mexendo sempre. Dispõem-se os lombos de pescada sobre o molho, cobre-se e deixa-se cozer em lume brando. Gosto de juntar neste ponto a marinada de sumo de limão onde estava a pescada.

Servi com arroz branco e polvilhei com coentros frescos.

Nota comercial: formas de bolos ao preço da chuva!

P1010222

Estou maravilhada: comprei duas formas redondas de fundo amovível iguais (para fazer bolos recheados), uma forma de coração, uma forma de bolo inglês e um tabuleiro rectangular pequeno (a pensar em brownies e outros quadradinhos do estilo…), todos anti-aderentes, por 13€!!! No deBorla. Não tenho comissão, juro. Mas vale bem a pena! (Só não se vê aí em cima o tabuleiro rectangular, que foi usado para os portobellos!)

Portobellos recheados

P1010211P1010215

Hoje foi dia de limpezas maiores cá em casa… O resultado foi que pela hora do lanche, já tardio, estávamos esfomeados. Fomos a uma casa de croissants que uma amiga me «apresentou» recentemente… e como tal, a hora do jantar acabou por ser adiada, e a escolha recaiu sobre qualquer coisa leve, mas saborosa.

Ingredientes:

2 cogumelos Portobello (grandes)

1/2 cebola

3 dentes de alho

500 g de carne de porco picada

1 courgette

queijo gruyère ralado na hora

azeite, polpa de tomate, pimentão picante, sal, noz-moscada e cominhos a gosto

Preparação:

Comecei por cortar as courgettes em fatias com cerca de 1/2 cm de espessura. Dispu-las sobre um tabuleiro de ir ao forno, reguei com um fio de azeite, sal grosso e um dente de alho picado fino e levei ao forno (200ºC) enquanto preparei o resto.

Piquei a cebola e os restantes 2 dentes de alho  refoguei em azeite até ficar transparente. Juntei então a carne picada, que deixei alourar. Uma vez corada a carne, juntei a polpa de tomate, os pés e parte do interior dos cogumelos picados, a noz moscada, os cominhos, o pimentão picante e o sal e deixei apurar durante uns minutos, tapado e em lume brando.

Enchi os cogumelos com a carne picada (não gastei a quantidade toda… acabou por sobrar cerca de metade, que amanhã vai virar molho para uma massa) e coloquei em cima de cada um, um montinho de queijo gruyère ralado grosso.

Dispus os cogumelos sobre as courgettes, que já estavam praticamente assadas e levei mais alguns minutos ao forno, até o queijo estar bem douradinho.

(até o mais-que-tudo, que é pouco amigo de pratos onde os vegetais têm destaque, aprovou – inclusive as courgettes, que ganharam bastante sabor, entre o alho picado e o molho libertado pelos portobellos).

Coelho à Januário

Em todas as casas há ingredientes favoritos e ingredientes proscritos… a nossa não é excepção. O problema, é que entre aquilo que eu não como (carne de vaca, sardinhas) e o que não come a minha cara metade (borrego, cabrito, pimentos, ananás), sobram poucas variedades de carne. O frango e o porco são as carnes que mais consumimos, mas, para variar, temos comido mais coelho. O problema do coelho é que sempre me pareceu uma carne menos versátil que as restantes. Fazia-o sempre estufado, ou «à moda da minha mãe»… fica bom de qualquer das maneiras, mas rapidamente nos fartamos de repetir sempre as mesmas receitas. De modo que me pus à procura de alternativas, e optei por esta, do blog «As Minhas Receitas». Aliás, este blog oferece várias alternativas atraente, que quero experimentar.

Dupliquei as quantidades e fiz pequenas alterações.
1 coelho
4 colheres de sopa de azeite
2 cebolas grandes picadas
4 dentes de alho picados
8 colheres de sopa de salsa picada (não usei)
2 dl de vinho branco
1 dl de caldo (usei caldos de alho e coentros)
2 colheres de sobremesa de farinha
2 colheres de sobremesa de manteiga
sal e pimenta q.b.

Alourei o coelho no azeite. Só depois juntei a cebola, o alho, o caldo, o vinho branco e os temperos. Tapei e deixei cozer lentamente durante 1h30m. Antes de servir, retirei o coelho e engrossei o molho com a farinha e a manteiga.
Servi com esparguete cozido.